
Amores Surdos. Foto de João Marcos Rosa
Algumas histórias
O grupo Espanca realizou um debate sobre os rumos e linhas de sua atuação (outubro 2009), quando comemorava cinco anos de criação cênica. A avaliação, da qual tive a honra de fazer parte juntamente com outros convidados, foi uma das últimas ações do Projeto Espanca à Mostra, constando de apresentação da trilogia de Por Elise, Amores Surdos e Congresso Internacional do Medo.
Um ato de generosidade e de coragem, este de se expor a uma avaliação por parte de um público mais próximo, por um vínculo ou outro, às trajetórias dos artistas que compõem o coletivo desde o início de sua formação (Grace Passô, Gustavo Bones e Marcelo Castro). Exponho, aqui, apenas as questões que apresentei nessa conversa com o grupo e convidados. Leia mais…
Geral, Teatro experimental
Grupo Espanca, Novas dramaturgias, Teatro experimental

Imagem de Teresa Marinho
Proibido deitar: este é o título da intervenção urbana produzida pelo Grupo de Teatro O Clube, cujo mote é a expressão homônima inscrita nos bancos do Parque Municipal de Belo Horizonte. O elenco performador tem as presenças de Patrícia Siqueira, Daniel Toledo, Isaias Campara, Regina Ganz e Carolina Rosa. A direção é de Rita Clemente.
Por que chamar este tipo de trabalho de intervenção urbana? Em primeiro lugar, porque difere, pelo menos em princípio, do teatro em espaços abertos e do teatro de rua. Alguns outros nomes são utilizados para definir as performances que interagem diretamente com os espaços, como site specific e environmental theater. Cada um desses termos carrega suas conexões, vínculos, percepções, contextos etc. Leia mais…
Intervenção urbana, Teatro pós-dramático e performativo
O Clube, Rita Clemente
A realidade do nível mais baixo

Origem: http://www.zwoje-scrolls.com/zwoje20/text12p.htm
Tadeusz Kantor, um artista de happenings, esculturas, desenhos, imagens e teatro, publicou inúmeros manifestos poéticos que se tornaram, por sua vez, outras criações. Não são espelhamentos ou identidades entre textos e performances, mas um jogo de afecções mútuas. Tomemos uma definição do próprio Kantor para seu teatro: a realidade do nível mais baixo. Uma expressão emblemática de sua arte, que pode ser melhor compreendida a partir de três questões de fundo:
a) a crítica da ilusão teatral (e do teatro-representação);
b) a arte moderna, a abstração e o desaparecimento do objeto e da figura humana;
c) a crítica de Gordon Graig, um dos renovadores do teatro, que considerava inferior a arte do ator vigente na sua época, por estar presa à emotividade. Diferente de outras artes (música, artes plásticas) , a matéria da interpretação teatral consistiria na própria existência pessoal do artista, sujeita ao movimento das paixões e, portanto, sem as definições ascendentes da beleza que se igualaria à precisão. Na sua visão, o ator deveria ser uma supermarionete.
Kantor responderá a esse contexto justamente com a realidade do nível mais baixo. Vejamos: Leia mais…
Teatro pós-dramático e performativo
Polônia, Tadeusz Kantor