Tempo e composição cênica – Parte I

Imagem: Tomàs Rotger: http://www.tomasrotger.com/

 

A experiência do tempo na performance

O tempo como experiência direta, como o sensível sobre o qual se opera a composição no instante. Pois foi na abordagem das velocidades e lentidões, da duração e da repetição, que encontrei as entradas para uma dramaturgia de estados (passagens para o plano das intensidades). Isso ocorreu ao mesmo tempo em que o desenvolvimento dramático deixou de se impor às criações corporais em flutuação e que emergiram das oficinas e cursos de improvisação. Um pensamento que se faz, igualmente, provocador da própria mise en scène.

E tão aliado quanto provocador dessa deflagração corpórea flutuante, o tempo tornou-se um fluxo operatório e expressivo – um caminho compositivo. Acrescente-se a esse espectro a questão do tempo como elemento que dialoga com o performador – como um co-atuante.

Começo, então, pela seguinte pergunta: qual a estruturação ontológica da experiência do tempo de uma determinada performace?  Continue lendo “Tempo e composição cênica — Parte I”