Primeira metade dos anos 70. Fui convidado para assistir a um espetáculo que eu não poderia perder: Estelinha by Starlight. A direção era de Ronaldo Brandão, um crítico de cinema que se dedicava cada vez mais ao teatro. No elenco atuavam Luís Otávio Brandão, seu irmão, Geraldo Bonifácio, Deusdete e o próprio Ronaldo.
No caminho, Eid Ribeiro, que fizera o convite, preparava-me para o que iria assistir: algo muito distante do teatro até então praticado. O espetáculo acontecia no porão de uma casa, no Bairro de Santa Efigênia, em Belo Horizonte. Os atores moravam lá, eram gays e faziam a cena ser impregnada por sua existência e ideologia. Leia mais…
Vez por outra estamos às voltas com a definição do que vem a ser uma performance. No Festival de Performance de Belo Horizonte (1a edição: 2009), o tema foi assunto de discussão. Desde a Manifestação Internacional de Performance (que teve neste ano sua 2a edição), passando pelos diversos eventos e projetos (como a Zona de Ocupação Cultural, o Cabaré Voltaire, a ação Arte Expandida, provocadas pelas forças que se somaram a este que voz escreve), para não falar das inúmeras presenças de artistas e conjuntos que re(in)sistem nesse plano de criação, ocorre uma proliferação de desejos performáticos. O que é Performance hoje? Este, o título do debate (1). Faço a seguir algumas anotações: Leia mais…
"... a metafísica foi levada a procurar a realidade das coisas acima do tempo, para além daquilo que se move e que muda, fora, por conseguinte, daquilo que nossos sentidos e nossa consciência percebem. (...) Restituamos ao movimento sua mobilidade, à mudança sua fluidez, ao tempo sua duração. (...) A metafísica tornar-se-á então a própria experiência. A duração revelar-se-á tal como é, criação contínua, jorro ininterrupto de novidade." Henri-Louis Bergson