sobre direitos

Conectividade não é plágio: dar créditos é dar passagem

Os blogs são, potencialmente, ferramentas conectivas. Somos solidários desse movimento rizomático e conectivo de grande parte da blogsfera. O que muda, em muito, concepções antigas sobre a política de direitos autorais. Entretanto, conectividade não é sinônimo de apropriação sem dar crédito às fontes.

Este blog tem alguns direitos reservados.  Você pode fazer uso não comercial. Pode copiar, compartilhar, distribuir e divulgar, desde que citadas as fontes como explicitado a seguir.

Como citar as fontes

– Se o artigo for copiado por completo e publicado num post, você deve colocar outro título, diferente do título original. Este último pode fazer parte do novo título, mas deve ser diferente. No novo título, você deve incluir algo relativo ao blog de origem. Por exemplo: “Uma discussão sobre dança contemporânea: Duração & Diferença”.

– Você deve fazer uma abertura de sua própria autoria, pois afinal quem publica o post no seu blog é você e não eu. Algo desse tipo: “Encontrei um artigo interessante, publicado no blog Duração & Diferença, da autoria de Luiz Carlos Garrocho, que trata do seguinte assunto…”

Lembre-se: foi você quem encontrou ou recebeu de outro, leu, gostou e pretende reproduzir ou, então, comentar e criticar.  Como vai apresentar o artigo que você pegou na rede, num local específico, é uma questão que concerne a você, autor ou editor do blog. De todo jeito, apresente ao seu público o texto que você escolheu. Assuma a sua responsabilidade como autor ou editor do seu blog. Não reproduza simplesmente um conteúdo alheio, deixando passar como se fosse produção sua.

No entanto, há blogs e sites que funcionam em parte ou no todo como provisionamento de textos e artigos. Nesse caso, basta citar as fontes: autores (texto e imagem), blog de origem e domínio (veja a seguir).

– Lembre-se: não basta citar o nome do autor no final do texto.

– Você deve dar os devidos créditos para as imagens também.

– Ainda no quesito “fonte”, no caso de textos inteiros,  informe que o blog Duração & Diferença faz parte do domínio Rede Zero (todos com os devidos links).

– Se você for citar trechos, coloque também entre aspas, citando autoria e o blog de origem.

– Caso você considere que em algum momento possamos estar falhando, quando fazemos uso de conteúdos de terceiros, seremos gratos se você nos alertar para possíveis incoerências, apropriações indevidas etc.

Por uma nova política autoral: pelas passagens conectivas

Estamos numa era de distribuição rizomática. Um movimento conectivo, de relações não hierárquicas e diferenciais. Um nome (um autor, uma referência) é somente o datamento, a personagem de um agenciamento. Como diz Deleuze: o eu é uma passagem. De forças que ali passam, atravessam e se modificam a cada novo contato e leitura. A oposição autor-anonimato não deixa de ser uma velha armadilha. Coisas da velha política.

O bonito da blogsfera é ver as conexões horizontais, o compartilhamento aberto e a troca. O que nos afeta, a cada lance e momento, é redistribuído, transforma-se e produz outras afecções. Entramos na ordem do inesperado. Diferentemente das grandes mídias, num blog não há o relacionamento indivíduo-massa, mas sim as relações entre, as passagens, os entremeios. Voltamos ao nosso vizinho (ele pode estar num país asiático), ao intercâmbio. Daí que as coisas se modificam no seu percurso. Os blogs, nesse sentido, são passagens, entre-velocidades (do mais lento, como um longo texto ou uma frase que te faz demorar e suspender o tempo, ao mais rápido e imediato). Por isso os links são importantes: eles remetem, levam o visitante de sua página para outras paragens. Quando você credita informações através de links, você permite que o visitante vá além de você, que ele possa conhecer outras paisagens. Os blogs são aquarianos: ligados, conectados, distribuitivos, dispersivos e, ao mesmo tempo, acolhedores. Neles você encontra idéias práticas, dicas, longos e pequenos textos, solilóquios e criações literárias, visuais e sonoras.

Em síntese, dar crédito é mostrar, antes de tudo, que nós não estamos escondendo as coisas. Que não aderimos à velha política de propriedade, fingindo ser o proprietário do que não é nosso. Nada é nosso. Então, vamos criando conexões, abrindo frestas e  produzindo afetos  que possam nos ultrapassar. Dar crédito é dar passagem.

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