Performance e liminaridade: conversa com Marcelle Louzada

Uma boa conversa com Marcelle Louzada, acompanhada do músico Philipe Lobo. Marcelle agora mora em Fortaleza, onde estuda, prepara-se para o doutorado e trabalha com dança e performance.  Falamos de nossos projetos, estudos etc. Entretanto, predominou o assunto sobre os espaços das cidades, o corpo, o confronto com os padrões de comportamento e os modos de produzir significados, a estética e o real.

Marcelle contou-me que ela já havia realizado muitas sessões de dança, composição e improvisação em espaços públicos. Mas que não sentia força, sentido de apropriação, diálogo com a cidade. Não que trabalhar com movimento e criação ao vivo, em ambientes abertos, não fosse interessante. Mas ela sentia falta de algo. Só foi encontrar quando passou a condensar, posso dizer assim, uma corporeidade questionadora, capaz de produzir atritos, choques, rupturas. No dia Internacional da Luta da Não Violência Contra a Mulher, 25 de novembro, quando mulheres do mundo se encontram para discutir questões do gênero feminino, cultura e políticas públicas, segundo Marcelle, ela faz uma performance urbana bem agressiva:

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